O Family Advocacy Center é um centro norte-americano que presta serviços para centenas de adultos e crianças que sofrem de abuso doméstico. Esta campanha mostra como o ciclo da violência pode ser longo, caso a vítima não tenha força o suficiente para quebrá-lo. A criação foi da agência Esparza Advertising.
Para alertar sobre um problema que assola recorrentemente mulheres de todo o mundo, a agência da Al Mar’a, FP7, utilizou a imagem de uma mulher com protetor de boxe dormindo ao lado de seu marido.
Embaixo a assinatura: Talk. To someone else. Don’t encourage domestic violence, ou Converse. Com outra pessoa. Não encoraje a violência doméstica.
Campanha contra a violência doméstica da POWA, uma ONG localizada na África do Sul. Um teste foi realizado para ver a reação da vizinhança de um condomínio em Joanesburgo. Na primeira noite o alto som da bateria fez com que vários moradores reclamassem, já na segunda noite o som foi de uma briga entre um homem e uma mulher, com barulho de objetos sendo quebrados, mas dessa vez ninguém interferiu.
O recurso foi uma ótima maneira de chamar a atenção para causa, porém a dúvida que fica no ar é da mídia que foi utilizada e se a ação não é apenas mais um fantasma para ganhar prêmios em festivais. Além disso, o principal motivo das pessoas não interferirem em situações assim é o medo de serem agredidas ou de até levar um tiro, o próprio texto reforça isso: Todo ano 1400 mulheres são mortas por seus parceiros.
Campanha para conscientizar as pessoas da violência doméstica feita via twitter pela Stichting Wilkskracht. A idéia se utiliza do microblog para interagir e conscientizar as pessoas sobre o problema. Para isso, um perfil falso foi criado com o nome de jessicas_83. Nele uma mulher contava sobre o seu novo relacionamento, até que as brigas começaram a aparecer, os relatos aumentaram progressivamente e agressões físicas e verbais culminaram em uma internação hospitalar da personagem.
Após isso mensagens apareceram: “Está na hora de ser honesto. Na verdade a Jessica não existe. Ela foi criada para conscientizar as pessoas sobre a violência doméstica. Mas infelizmente a história é real, e acontece todos os dias. Milhares de pessoas testemunharam as experiências trágicas de Jessica. Mas de algum modo ninguém fez nada sobre isso. E isso provavelmente inclui você.” Na holanda uma em quatro mulheres é submetida a violência verbal ou física em suas casas.
A campanha incentiva os usuários a darem RT nas mensagens de Jessica para espalhar a campanha. Além disso, algumas celebridades do twitter simpatizaram com a causa ajudando na divulgação, fazendo com que a campanha ganhasse corpo, tudo isso a custo zero de mídia. A agência criativa foi a New Message de Amsterdam.
A febre do chatroulette, um chat onde você pode conversar com pessoas de todo mundo aleatóriamente pela webcam, vem gerando idéias para diversas campanhas publicitárias. Este viral, do movimento feminista “Neither whores nor submissives“, feito pela agência Publicis, se aproveita do formato para combater e conscientizar as pessoas sobre a violência doméstica.
A idéia foi criar um site parecido com o da chatroulette mas que na verdade só apareciam vídeos gravados e em um deles uma garota é espancada por alguém durante a conversa. O texto diz: “Dessa vez você não pode ajudá-la. Mas se acontecer com a sua irmã, vizinha ou com uma amiga, existe algo que você pode fazer. Contate uma organização local. Ni putes ni soumises, uma organização francesa contra a violência doméstica.”