Posts com a Tag ‘trabalho escravo’

Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo comemora 5 anos e vira referência mundial

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

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Desde que o Brasil admitiu a existência de trabalho escravo tomou para si a luz dos holofotes. Durante anos foi alvo de críticas internacionais, e hoje, apesar de muitos problemas, já é referência mundial no combate do trabalho escravo, começando com a criação dos grupos móveis de fiscalização e de projetos como o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.

Criado há cinco anos e fruto de uma parceria entre 4 entidades (Organização Internacional do Trabalho, Instituto Ethos, Observatório Social e Repórter Brasil), o Pacto Nacional está pronto para servir de modelo para outros países que enfrentam o mesmo problema. Ele representa uma ótima alternativa para atingir o bolso do empregador escravagista. Todas as empresas signatárias do Pacto se comprometem a cortar os fornecedores que entram na lista suja do trabalho escravo, e muitas vão além, ajudando a divulgar a causa.

Para comemorar a data, um evento em São Paulo reuniu todos os colaboradores e signatários do Pacto, além de presenças ilustres como a de Caroline O´Reilly, coordenadora do Programa de Ação Especial de Combate ao Trabalho Forçado da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Genebra (Suíça) e da ativista Katie Ford, que se pronunciou pela ONG norte-americana Free The Slaves, ambas elogiaram o projeto.

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Algumas empresas mostraram projetos e práticas que fizeram para colaborar com a causa. Este é o caso do Walmart que recolheu 250.000 assinaturas em suas lojas para a aprovação da (PEC) 438/2001, que prevê o confisco de terras de escravagistas. A empresa também promoveu encontros com fornecedores da cadeia da pecuária bovina para convite à adesão, sensibilizando e conscientizando parceiros e fornecedores sobre o tema.

Já a Viena Siderúrgica S/A criou o projeto VienaEducar, onde através de um processo de alfabetização contextualizada para jovens e adultos, em temas como direitos do cidadão, combate ao trabalho escravo e preservação do meio ambiente transformam os alunos em agentes multiplicadores de combate e prevenção.

Algumas indústrias ainda relutam em assinar o pacto, mas aquelas que assinaram e começaram a divulgar já percebem o ganho em imagem de marca para com as comunidades e o consumidor, além de integrar e sensibilizar seus parceiros e funcionários em uma causa em prol dos direitos humanos.

Para incetivar a adesão de novas empresas, o Pacto Nacional ganhou uma logomarca totalmente nova, criada pela agência Sagarana Comunicação com o objetivo de deixá-la mais leve e atraente, buscando o lado positivo do pacto, diferente do anterior que mostrava mãos acorrentadas.

Lucas Pacífico, sócio-diretor da Sagarana Comunicação e responsável pela logomarca comentou um pouco sobre ela: “A  posição dos braços seguiu tal formato geométrico visando elucidar integridade como o pacto tende a ser, forças iguais compactuando, ou seja, equilíbrio na “cadeia”. Por isso, justificam-se também as linhas em paralelo, que é o que dá a força para a logomarca. Aprofundando um pouco no conceito, reparem que as mãos seguram os pulsos, o que antes eram “correntes”.”

A agência também foi responsável pela criação da identidade visual de todo o evento, dando um start para a nova campanha que vem a seguir, com o objetivo de aumentar o número de signatários do Pacto.

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No blog da Repórter Brasil você pode encontrar informações mais detalhadas do seminário, basta acessar o endereço http://reporterbrasil.org.br/seminario/

Twitter: @pacto_nacional

Hashtag: #trabalhoescravo

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Semana da Consciência Negra + Case “Escravidão Não”

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Brasil tem 509 anos, 400 deles construídos com mão-de-obra escrava quase que exclusivamente negra.

Poderia escrever sobre as rebarbas da escravidão no Brasil:

• O salário médio do trabalhador negro é quase a metade do colega branco;
• O negro entra mais cedo para o mercado de trabalho;
• O negro tem menos acesso à educação e expectativa de vida inferior.

E dizer que ela ainda existe:

• Mesmo após 121 anos da abolição, cerca de 35 mil pessoas foram libertadas entre 1995 e 2009;
• O trabalho escravo em solo brasileiro ocupa em sua maioria os setores agropecuário e extrativista;
• Estas áreas estão diretamente ligadas ao desmatamento;
• São 12 milhões de escravos no mundo todo;
• US$ 20 bilhões é o preço que as empresas deixam de pagar explorando os trabalhadores.

As marcas que os negros levam consigo hoje são uma herança histórica da cultura escravagista brasileira.

O vídeo abaixo é uma atitude contra este mal que insiste em permanecer.

Ainda é tempo para mudar.

Dia 20 de novembro, sexta-feira, aniversário de morte de Zumbi dos Palmares, é também o dia Nacional da Consciência Negra. Pense, discuta e não lave as mãos para este assunto.

Campanha Escravidão Não: www.escravidaonao.com.br

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Escravidão Não – Rádio Cultura

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A Rádio Cultura é famosa por divulgar causa sociais, desta vez o destaque foi para um assunto de extrema importância, algo que devemos erradicar do nosso país imediatamente – a escravidão. O programa traz entrevistas de Leonardo Sakamoto da ONG Repórter Brasil e Guilherme Stella da Sagarana Comunicação.

Você também pode colaborar, acesse www.escravidaonao.com.br e assine o abaixo-assinado que promove uma pena maior para o mau empregador.

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Campanha Escravidão Não – News

terça-feira, 12 de maio de 2009

A campanha que luta pela erradicação do trabalho escravo no Brasil já começa a ter resultados positivos. Diversos meios comentaram sobre a campanha que suja a mão do público, mas que vale a pena já que é por uma causa nobre. Notas no Jornal da Tarde, Rádio Cultura, Destak, Brasil de Fato, Meio & Mensagem e um grande número de posts feitos por bloggers que gostaram da idéia e abraçaram o movimento.

O número de assinaturas da (PEC 438/01) também aumentou consideravelmente. Na sexta-feira passada que se iniciou a campanha houve oito vezes mais assinaturas do que na última sexta-feira útil.

Para quem ficou curioso e quer ter a chance de pegar um card, aqui vai a lista completa dos lugares que onde eles estão: lista

E o mais importante, não se esqueça de assinar a (PEC 438/01) que tem o intuito de exercer pressão sobre o governo, com o objetivo de que volte para a pauta do plenário a petição que aumenta a punição do empregador escravagista. Este é o único jeito de evitar que os malfeitores continuem agindo. Acesse www.escravidaonao.com.br e assine o abaixo-assinado.

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www.escravidaonao.com.br

sexta-feira, 8 de maio de 2009

No dia 13 de Maio a abolição da escravatura no Brasil completará 121 anos. Porém não há motivos de comemoração, a escravidão ainda continua. Com intuito de denunciar isto a sociedade e colocar um fim no problema foi criada a “Campanha Escravidão Não”.

A partir do dia 9 serão distribuídos cerca de 10 mil mídia cards em 50 estabelecimentos da capital paulista. Quem segurá-los irá sujar as mãos de carvão. A intenção é conscientizar a sociedade sobre a existência de trabalho escravo nas carvoarias do país e abrir uma discussão ainda maior sobre o tema escravagista. Em cada card, que sujará as mãos de quem o pegar, vem o questionamento:

Olhe para suas mãos. Iguais a elas, sujas, as de milhares de escravos em carvoarias pelo mundo também ficam. (…) Acesse ESCRAVIDAONAO.com.br e ajude a combater esta exploração, ou faça como muitos e lave as mãos para este assunto.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que está apoiando a campanha, ainda existem no Brasil 25 mil escravos. No site dedicado à “Campanha Escravidão Não”, há mais informações e também um abaixo-assinado. O objetivo é coletar mais de 1 milhão de assinaturas e formar uma pressão pública para que o Congresso vote a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que endurece a punição aos maus empregadoras e está parada na Câmara dos Deputados desde 2004.

A Campanha é organizada pela Sagarana Comunicação, agência de Comunicação de Interesse das Pessoas sediada em São Paulo, local escolhido para a distribuição dos cards. Foram selecionados estabelecimentos localizados em locais badalados, como os bares Genésio, Filial e Sacha, na Vila Madalena, espaços culturais de relevância, como a Pinacoteca do Estado, o Museu de Imagem e do Som (MIS) e o Teatro Ruth Escobar, e Universidades e Faculdades, como a Pontifícia Universidade Católica (PUC), o Mackenzie e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

E você? Também vai lavar as mãos para este assunto?

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