A difícil situação em não ter controle sobre os próprios movimentos

Já mostramos aqui no blog campanhas voltadas para doenças e deficiências cujos nomes são conhecidos por muitos, mas seus sintomas são pouco divulgados. É o caso do Alzheimer – doença que afeta as funções intelectuais nos idosos; e o Parkinson – famoso pelo sintoma de tremedeira motora.

Ao contrário do Alzheimer, o Mal de Parkinson é comumente diagnosticado em pessoas abaixo dos 50 anos de idade, podendo afetar inclusive pessoas abaixo dos 30. E, apesar de saber que se trata de um problema nas células nervosas, a causa do Mal de Parkinson ainda é desconhecida.

Para orientar as pessoas da Austrália – que atualmente diagnostica cerca de 30 pessoas por dia com a deficiência – a ONG Shake It Up resolveu criar uma ação de guerrilha criativa, de baixo orçamento e extremamente funcional nos bares e restaurantes de Sydney – principal cidade australiana.

O video-case acima ilustra a ação em prática, enquanto pessoas envolvidas com o projeto explicam melhor tanto a ação quanto os problemas relacionados à doença. Algumas crianças aparecem correndo pela cidade ao mesmo tempo em que colocam pequenos pedaços de madeira – mais de 1000 – embaixo dos pés das mesas, tornando-as bambas.

Resultado: os clientes acabam derrubando bebidas e comidas por conta da falta de apoio das mesas, e logo percebem o defeito. Ao descobrirem os pequenos filetes de madeira abaixo da mesa, as pessoas se abaixam para retirar o impecílo e acabam lendo: “É muito mais do que apenas alguns tremores.” No verso, a explicação que esclarece tudo: “30 australianos são diagnosticados com o Mal de Parkinson todo dia. Mas milhares de outras pessoas são afetadas, desde famílias até amigos. Você pode ajudar a parar isso visitando o site shakeitup.org.au.”

A ação foi realizada no dia internacional do Mal de Parkinson – 11 de Abril – e a criação é da Ogilvy.

Esqueça a mesmice e celebre a diferença

Quem é você? Você é o que é, ou o que quer ser? Você procura defeitos em seu corpo para se ajustar à sociedade? Você muda sua maneira de agir e pensar seguindo o padrão?. Se a maioria diz “sim”, você aceita? Se a maioria diz “não”, você recua? Você é igual ao resto? Por que?

Se olhe no espelho. O que você mudaria? O que te difere do normal? O que é “ser normal”? Você se acha muito diferente das outras pessoas? E daí?! Ser diferente é normal!

Todo mundo tem suas manias, suas ideologias e suas características singulares. E são justamente essas diferenças que moldam o que você é. E o mais importante é que você siga em frente, ajudando o mundo a não ser “mais do mesmo”.

Já falamos aqui sobre o Instituto MetaSocialONG envolvida com a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade (em especial os portadores da Síndrome de Down). A novidade agora é a campanha Ser Diferente É Normal, onde a diferença é celebrada com música, video e celebridades.

Com um site reformulado e diferente, o instituto convidou Gilberto Gil e sua filha Preta Gil para cantarem a música criada para a campanha. O portal foi criado não só para divulgar a ação, como também para interagir com o usuário que o acessa.

Além de video-clipes de celebridade cantando a música-tema, o site fornece letra, cifra e ainda convida você para cantar a música junto. Clicando aqui, você pode enviar um video mostrando o seu jeito de cantar, podendo até fazer parte de uma edição especial do vídeo que será veiculada na TV aberta.

Você pode gravar seu video tocando e cantando a música, ou simplesmente fazer o download da base musical e cantar como se estivesse em um karaokê. A letra é fácil, criativa e bem divertida, então resgate sua câmera e grave seu video.

Abaixo você encontra outros posts com o mesmo tema que já passaram por aqui:

Ser diferente é normal: integrando portadores de Down na sociedade

21/03 – Dia Internacional da Síndrome de Down

www.serdiferenteenormal.org.br

Celular e direção não combinam. Pegou a mensagem?

Campanhas contra o comum hábito em dirigir sob efeito do álcool, ou outras drogas, parecem existir desde sempre – e não é por menos. Porém, com o surgimento do celular, novas campanhas tiveram que vir à tona por conta de constantes acidentes ligados ao uso do aparelho enquanto dirige.

Contudo, o uso do celular não está restringido apenas às ligações. Com a evolução do aparelho, muitas pessoas passaram a mandar mensagens de SMS e MMS – talvez para contornar o fácil fragrante ao segurar o aparelho contra a orelha durante uma conversa telefônica.

O que poucos sabem – e que já mostramos aqui e aqui – é que o hábito de mandar mensagens enquanto dirige é, hoje, um dos principais fatores que geram acidentes e, consequentemente, mortes no trânsito.

Para alertar sobre este perigo comprovado, a ONG britânica Brake – que luta contra mortes no trânsito – lançou uma campanha de alerta evidenciando o risco em mandar mensagens enquanto dirige.

A campanha é composta por quatro anúncios de outdoor ilustrando sempre uma pessoa já falecida nas famosas mesas metálicas de autópsia. Para se envolver com o ambiente das mensagens, as expressões das pessoas são criadas pelos famosos emoticons. A fonte utilizada, e os títulos das peças, também fazem referência ao contexto dos SMS e MMS.

Todas as peças assinam com a orientação: “Não dirija mandando mensagens”, e a criação é da Blue Hive.

Inverter a pobreza difícil, mas não impossível

É comum, e natural, as propagandas e campanhas publicitárias acompanharem o surgimento de novas mídias e plataformas. Com o crescimento acelerado na venda de tablets, não é de se espantar a quantidade de peças criadas para este dispositivo.

Quando as peças são criadas para uma mídia, ou dispositivo específicos, o poder de interação entre a campanha e o usuário pode ser explorado significativamente. É o caso de amostras aromaticas de perfumes que enfatizam os anúncios de revista; páginas e banner rotativos na internet que interagem com o clique do usuário; outdoors que extrapolam o limite de suas margens; entre outros.

Aproveitando a função de rotação automática de tela dos atuais tablets, a ActionAidONG que luta contra a pobreza – resolveu divulgar uma campanha que depende totalmente da interação do usuário.

Ao visualizar a peça, o usuário se depara com a imagem de um garoto – aparentemente pobre – de cabeça para baixo. Intuitivamente, o leitor se vê obrigado a virar o tablet, imaginando que a foto do garoto irá se desvirar. Porém, a imagem é rotacionada ao mesmo tempo, se mantendo na posição contrária.

Depois de algumas tentativas frustradas em desvirar a imagem, uma mensagem aparece na tela: “A pobreza é assim: difícil de inverter. Toque e ajude a solucionar.”

A criação é da Saatchi & Saatchi.

Trágica doença de Battens, poucos a conhecem

Você conhece a doença de Battens? Poucos a conhecem, mas após a história do casal Tony e Mary Heffernan isso começou a mudar. Em 2011 o casal perdeu a filha para esta doença rara e fatal, que atinge o sistema nervoso. Saoirse faleceu com cinco anos, seis meses e quatorze dias. A história fica ainda mais trágica, o outro filho do casal foi diagnosticado em 2010 com a mesma doença.

Como a Battens é uma doença rara e que só atinge a infância, existe uma carência enorme de apoio e informação, poucos foram aqueles que conseguiram ajudar o casal Heffernan. Foi assim, neste cenário que eles resolveram fundar a Bee for Battens, uma ong com o objetivo de dar suporte às famílias atingidas pela doença.

Para sensibilizar as pessoas e divulgar ao mundo sobre a Battens, foi criada uma animação curta, tão curta quanto a vida de uma criança que sofre de Battens, nomeado de “A True Story”, que no fundo é uma homenagem a filha do casal, Saoirse. No site, você encontra mais informações e a possibilidade de fazer uma doação.

Ilustrado e animado por Mick Minogue
Filmado e editado por Albert Hooi
Voz de Saidhbhe O Shea
Música criada Lisa Hannigan