Somos 7 bilhões, para o bem ou para o mal

Campanhas em prol da sustentabilidade são temas recorrentes por aqui. Diversas ideias diferentes já foram lançadas nas mais diversas mídias com o intuito de acordar o leitor para os problemas recorrentes no mundo em função do uso exagerado e incontrolável das matérias-prima disponibilizadas pela natureza.

Em quase sua totalidade, as campanhas sobre este tema evidenciam o lado benéfico em reciclar, reaproveitar, reutilizar e repensar nossas atitudes. Contudo, ainda há muito a se fazer em prol do planeta, provando que as mudanças de atitude não estão partindo de todos.

Para deixar mais evidente o poder da interferência humana, a Caos Sustentabilidade – organização portuguesa em prol do desenvolvimento sustentável – resolveu divulgar anúncios bastante ilustrativos, onde é possível exengar os dois lados em ser, ou não sustentável.

Cada anúncio apresenta uma qualidade positiva e uma consequência negativa para as atitudes tomadas, ou deixadas de lado. Uma das belíssimas artes passa as mensagens: “Se cada pessoa plantar uma árvore, podemos ter de volta três vezes mais a quantidade destruída na floresta amazônica.” ao mesmo tempo em que divulga o alerta: “Se todos nós usarmos folhas de papel de forma abusiva, 49 bilhões de árvores podem ser cortadas por ano.” Os anúncios são concluídos com a assinatura: “Agora somos 7 bilhões. Para o bem, ou para o mal.”

A criação é da Leo Burnett.

Uma verdadeira fila de espera gigantesca

Vamos imaginar a seguinte situação: você descobre que possui uma doença rara, que pode causar a morte em poucos dias caso não consiga um transplante de órgão a tempo. Você imediatamente corre para a fila de doação de órgãos, e depois? Senta e espera (e chora).

Atualmente a fila para receber um órgão no Brasil chega ao número de 27.951 pessoas. Ninguém gosta de pegar filas, ainda mais quando o tempo de espera pode custar a sua vida.

Muito provavelmente você faça parte da maioria que não precisa receber um órgão. Porém, para colocar essa maioria de pessoas em plena saúde do lado de quem precisa esperar, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo realizou uma ação brilhante.

Substituindo as senhas de estabelecimentos que adotam este sistema, pessoas comum se sentem na pele de quem precisa esperar por um órgão quando retiram uma senha com o número 19.393, ou 6.629.

Acompanhado do número alto, foi impresso a frase explicativa: “Essa seria a sua posição se você estivesse na fila para receber um órgão. Seja doador de órgãos. Comunique sua família.” Além disso, a senha apresenta o número real para a espera naquele estabelecimento, e convida o consumidor a entrar no site da Santa Casa.

Foram usados diferentes números, representando a quantidade de pessoas na fila de espera para determinados órgãos: rim, fígado, córnea, pâncreas, etc. A criação é da Y&R.

Um círculo que precisa ser quebrado

É difícil imaginar ações que enfurecem as pessoas mais do que o abuso infantil. Este abuso, seja físico; sexual; mental; ou emocional, se faz presente em qualquer classe social, cultura, religião ou nação.

O que poucas pessoas sabem é que a maior parte das crianças que sofreram algum tipo de abuso, irão se tornar adultos abusivos. E, para alertar as pessoas sobre este resultado, a ONG mexicana Save the Children resolveu divulgar três anúncios retratando este círculo.

Os anúncios ilustram crianças sofrendo abusos, ao passo que se transformam nos adultos abusivos contra si próprio. Acompanhando a belíssima montagem, um texto explica melhor: “70% das crianças abusadas se tornam adultos abusivos. Doe no site savethechildren.mx. Quebre o círculo.”

A criação é da Y&R.

Distrações podem tirar sua vida

Se você mora na cidade de São Paulo, certamente já ouviu falar do programa de proteção ao pedestre lançada recentemente. Com o nome “Dê preferência à vida. Respeite o pedestre”, a campanha da prefeitura visa reduzir o número de vítimas fatais em acidentes de trânsito na cidade que, em 2010, chegou a 630 pedestres. A meta é reduzir em 50% os atropelamentos e as mortes de pedestres até o final de 2012.

Com o mesmo objetivo de educar as pessoas no trânsito, a ONG australiana Pedestrian Council of Australia (Conselho de Pedestres da Austrália, traduzindo) resolveu alertar os pedestres sobre os riscos em atravessar a rua ouvindo música.

Os anúncios impressos ilustram vítimas de um acidente, evidenciando um sangramento em forma de fones de ouvido. As imagens vêm acompanhadas do título “Não desligue”, e assina com quatro orientações para evitar que isto aconteça: “Pare. Olhe. Ouça. Pense.”

A criação é da DDB.

Entenda porque usar o celular e dirigir não combina

Já divulgamos aqui uma campanha que alertava para o habitual ato de enviar mensagens de texto pelo celular enquanto dirige. É mais do que certo que é impossível manter o mesmo grau de concentração nas duas ações, mas isto não parece impedir que as pessoas continuem a usar o celular dentro de seus veículos.

Segundo os dados do video, a cada ano milhares de pessoas morrem no volante por enviarem mensagem enquanto dirigem. A maioria das vítimas são menores de 25 anos.

Para demonstrar na prática como isto afeta a sua atenção no trânsito, a Responsible Young Drivers resolveu realizar uma ação estranha na Bélgica, pedindo justamente, para que alunos de uma auto escola dirigissem enquanto enviam mensagens de texto. Se passando por uma prova de habilidade verídica, os alunos foram alertados de que não receberiam a licença para dirigir caso falhassem no teste com o celular.

Ao longo do video é possível ver através da reação dos jovens que o objetivo foi alcançado com sucesso. “Pessoas vão morrer! “; “Se isto se tornar lei, eu paro de dirigir.”; e “O que você está pedindo é perigoso.” são algumas frases ditas pelas pessoas durante a desesperada prova.

A criação é da Publicis.