Petrobras é excluída do índice de sustentabilidade.
A Petrobras foi excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), índice que reúne empresas que se destacam por seu compromisso com a responsabilidade social e a sustentabilidade pelo não cumprimento por da resolução 315/2002 do Conama, que determina a redução do teor do enxofre no diesel comercializado no Brasil a partir de janeiro de 2009. A acusação foi feita pelo empresário Oded Grajew, presidente do Movimento Nossa São Paulo, um dos principais críticos ao não cumprimento do acordo. A Petrobras já se pronunciou sobre o assunto do início do mês. Segundo entrevista concedida pelo diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, naquela ocasião, a Petrobras vai sim reduzir as emissões em 2009, como prevê o Conama. Ainda de acordo com a Petrobras a resolução do Conama só foi regulamentada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em outubro de 2007, o que daria à companhia um prazo de mais três anos a contar desta data para se adaptar às exigências. Outro destaque feito pelo direto, foi de que, mesmo importando e disponibilizando o diesel do tipo S50 – que emite 50 partículas por milhão (ppm), em vez das atuais 2 mil ppm – nas capitais metropolitanas em 2009, as emissões não seriam reduzidas nas mesmas proporções porque os veículos que circulam hoje no país não atendem especificações para utilizarem este combustível.
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26 de novembro de 2008 às 14:27
Isso sim é visão de empresa consciente….
Já que os veículos vão poluir de qualquer forma, pois ainda não estão ajustados, não vou produzir combustíveis de boa qualidade.
27 de novembro de 2008 às 12:19
UHauHAuhA, essa é apenas mais uma das milhões de contradições descaradas que ocorrem no Brasil.
Eles tiveram muitos anos para regulamentar isso, desde o inicio não fizeram nada para começar essa mudança, e após todos esses anos eles conseguem, na justiça, mais outros tantos anos para atender essa regulamentação? O que eu não entendo é que para importar para a Europa eles conseguem fazer o S50, e para o Brasil não, mesmo tendo anos para fazer essa adaptação.
Obs.: Pelo que eu saiba, a europa vai mudar as exigências para o S10, e quem quiser importar para lá, vai ter que se adaptar. Como a Petrobras não é estúpida de perder milhões deixando de exportar para a Europa, tenho certeza que eles vão conseguir se adaptar para produzir o S10 muito rápido, mas muito rápido mesmo. Só no Brasil que o samba deixa tudo mais lento.
5 de dezembro de 2008 às 11:55
contraditório mesmo. Mania de tirar o seu da reta e culpar o outro. Muito fácil, não?