Semana da Consciência Negra + Case “Escravidão Não”
O Brasil tem 509 anos, 400 deles construídos com mão-de-obra escrava quase que exclusivamente negra.

Poderia escrever sobre as rebarbas da escravidão no Brasil:
• O salário médio do trabalhador negro é quase a metade do colega branco;
• O negro entra mais cedo para o mercado de trabalho;
• O negro tem menos acesso à educação e expectativa de vida inferior.
E dizer que ela ainda existe:
• Mesmo após 121 anos da abolição, cerca de 35 mil pessoas foram libertadas entre 1995 e 2009;
• O trabalho escravo em solo brasileiro ocupa em sua maioria os setores agropecuário e extrativista;
• Estas áreas estão diretamente ligadas ao desmatamento;
• São 12 milhões de escravos no mundo todo;
• US$ 20 bilhões é o preço que as empresas deixam de pagar explorando os trabalhadores.
As marcas que os negros levam consigo hoje são uma herança histórica da cultura escravagista brasileira.
O vídeo abaixo é uma atitude contra este mal que insiste em permanecer.
Ainda é tempo para mudar.
Dia 20 de novembro, sexta-feira, aniversário de morte de Zumbi dos Palmares, é também o dia Nacional da Consciência Negra. Pense, discuta e não lave as mãos para este assunto.
Campanha Escravidão Não: www.escravidaonao.com.br
Tags: 20 de Novembro, consciência negra, escravidão não, sagarana cip, trabalho escravo, Zumbi dos Palmares
19 de novembro de 2009 às 2:10
Nessa semana é resgatada e celebrada uma das culturas mais importantes desses brasis de tantos povos. Dia vinte de novembro é o dia não só para resgatar uma cultura rica, como a capoeira, que atravessa as fronteiras do globo, como também para pesar uma das mais longas e tristes passagens históricas dos negros no Brasil: a escravidão.
É ela que está estritamente ligada às diferenças sentidas pelos negros hoje. Ao olhar para história isso é evidente, foram 400 anos de exploração de mão-de-obra para o benefício de poucos. Um descaso e uma indiferença dada a um povo, que ainda sente as diferenças frente ao Estado e a sociedade. E mesmo 121 anos após a abolição não foram capazes de sumir.
Causa que não só aflige o nosso país como também ao mundo e isso traz consequências futuras, como aqui estamos as discutindo: a escravidão que ainda permanece, como bem dita pelo post, a tal escravidão contemporânea, que é ainda mais grave – ou melhor, tão grave quanto, pois a tratar-se de escravidão, ela qual for, é um mal a ser combatido. É mais grave hoje em relação à escravidão do período imperial no sentido de tornar o indivíduo cada vez mais descartável e amarrado às condições impostas pelo explorador, pois este, que normalmente é um grande latifundiário e com muita noção do que está fazendo, além de se utilizar da força e do terrorismo para manter o controle, reduz quase que a zero o custo com “seu funcionário”. Lembra-se aqui que os escravos de outrora tinham valor de mercado chegando a comparecer nas praças para lances de compra e venda e não eram todos que podiam pagar por eles.
“Não lavemos as mãos para este assunto”
19 de novembro de 2009 às 15:38
Sagarana, parabéns por realizar uma campanha que, com muita criatividade, nos alerta sobre esse problema tão grave em nosso próprio país. Eu mesmo não estava ciente de alguns dados que obtive somente através dessa sagaz campanha por uma causa nobre e urgente.
Bom pra lembrar que a publicidade não serve apenas pra vender produtos que saciam falsos desejos, mas para comunicar e informar de forma eficaz, seja qual for o público a ser atingido. Ação x Reação. Boa!